NO BOM FIM
É impressionante como o pedestre que circula pelo bairro precisa fazer uma verdadeira corrida de obstáculos, isto se falando em uma pessoa com todas as suas faculdades físicas, porque um portador de necessidades especiais, por exemplo, ainda corre mais riscos. Falo disso porque a situação das calçadas no bairro é lamentável. E não é apenas na Avenida Osvaldo Aranha. Nas transversais os problemas se repetem, com desníveis entre prédios, falta de padronização e o pior, muito, mas muito cocô de cachorro. Caminhar em linha reta é algo impossível. Assim como estamos incentivando, através do FALA BOM FIM, uma campanha de melhoria da iluminação e também para que os moradores não dêem esmolas e comida para moradores de rua (Esmola não é ajuda), vamos preparar uma grande cruzada contra o mau estado das calçadas e a má educação de alguns – felizmente não são todos – proprietários de animais de estimação que emporcalham nossas ruas. Fica aqui o recado antecipado. Se liguem!
NO RIO GRANDE
Lamentável também o período obscuro pelo qual passa o nosso Estado. Sem entrar no mérito das acusações que pesam sobre a governadora e sobre pessoas da sua relação profissional, quem perde é a população. O desgaste gradual da administração estadual só enfraquece as relações comerciais institucionais do Rio Grande do Sul. Investimentos previstos, por certo, com o impasse político em que vivemos, deverão repensar seu destino. Outros que visualizam um porto seguro, mudarão o foco. Afinal, quem quer investir em um Estado com indefinição político-administrativa. Só louco meu, como diriam os paulistas, ou nem pensarrr, como arrastariam os erres cariocas, ou ainda nem me fale bichinho, os nordestinos, ou ai não, uai, como falariam os mineiros. Todos devem estar nos secando para abarcar possíveis investimentos que por ventura viriam para o Sul. Sai pra lá olho gordo. É preciso afastar os Zeca Pimenteiras de plantão.
NO BRASIL
E se no Rio Grande do Sul o problema é com o Executivo, no país, o governo ri sozinho da desgraça alheia, leia-se crise do Senado. As nossas grandes figuras parlamentares de outrora, como Getúlio Vargas, Darcy Ribeiro, Jefferson Peres, Afonso Arinos e tantos que passaram por aquela casa legislativa devem estar se remoendo onde estiverem. Triste realidade protagonizada por chupins da politica brasileira que não desgrudam de seus interesse pessoais em detrimento maior da Nação. E infelizmente, não serão os discursos extemporâneos de alguns, que depois se recolhem a sua insignificância, que resolverão essa crise, que é muito mais de identidade ideológica da política brasileira do que do próprio Senado. Ali, apenas um reflexo da falta de lastro que os nossos políticos, na sua maioria – há excessões, ainda bem – têm para com a máxima de agir em nome da coletividade. Mas ainda temos um Dom Quixote, incompreendido, com seu discurso e idéias fixas de que o grande problema desse país é a falta de Educação. Um herói da resistência, que com sua simplicidade, sua aparência as vezes até um tanto desleixada – o que demonstra preocupar-se mais com o outro do que consigo mesmo. Seu nome: Cristovam Buarque. Não se dobrou ao governo, não se dobra a tropa de choque que tomou conta do Senado e, mesmo que isoladamente, luta por um Brasil melhor. Parabéns senador Cristovam, é de homens como o senhor que sabe o que se passa na planície que o país precisa. Lamento, entretanto, que dificilmente o senhor vencerá em sua luta frente a um poder absoluto que se instalou no Planalto. Ao menos enquanto a Nação brasileira não despertar desse verdadeiro “boa noite cinderela” que nos adormece em berço explêndido.
NO MUNDO
No dia 7 de agosto, completaram-se xxxx anos do ataque atômico a cidade japonesa de Hiroshima, e no dia 9 de agosto, a vizinha Nagasaki completaram 64 anos. E parece que a humanidade ainda não aprendeu a lição retirada das mais de 200 mil mortes – mais de 90% de civis – daquele triste episódio de nossa história. Na verdade o mundo carece de um pacto pelo fim das armas nucleares. Santa utopia. Realidade que, acredito, nem a minha nem as próximas gerações deverão presenciar. Aliás, é impressionante essa capacidade do ser humano em se autodestruir. Armas nucleares, químicas – muitas das quais acabam por fugir ao controle e lançar sobre a humanidade pestes como a Gripe Suína, além da verdadeira devassa que se faz ao ambiente natural, nossa maior riqueza e que se esvai como areia fina por entre os dedos das mãos. Mais uma vez, constatamos a falta de Educação, agora não mais no Brasil, apenas, mas no mundo todo. Acho que podemos ir mais longe, é um problema mundial. Mas daqui para a frente é melhor deixar esse papo para profissionais da sociologia, filosofia, psicologia e psiquiatria, porque a constatação é obvia: Tem muito louco solto por ai!

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